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Imitar a Sagrada Família para superar com amor as dificuldades

27/12/2010
Rádio Vaticano
 
Bento XVI assomou ao meio-dia do último domingo à janela de seus aposentos – que dá para a Praça São Pedro – para rezar com milhares de fiéis, peregrinos e turistas a oração mariana do Angelus.

O Pontífice convidou a acolher como "modelo de vida" a Sagrada Família – cuja festa a Igreja celebra no domingo – para superar no amor as provações e preocupações. Em seguida, ressaltou como é importante que toda criança, vindo ao mundo, seja acolhida pelo amor do pai e da mãe. Por fim, lançou um novo apelo de paz após as violências anticristãs verificadas na Nigéria e nas Filipinas.

De fato, na alocução que precedeu a oração dominical, o Santo Padre centralizou sua mensagem no tema da Sagrada Família. Partindo do Evangelho de hoje, o Pontífice ressaltou que São Lucas nos fala dos pastores de Belém, que após receberem do anjo o anúncio do nascimento do Messias, "foram então às pressas, e encontraram Maria, José e o recém-nascido deitado na manjedoura" (2, 16).

O Papa frisou que, portanto, às primeiras testemunhas oculares do nascimento de Jesus se apresentou a cena de uma família; mãe, pai e o recém-nascido. Por isso – explicou – a Liturgia nos propõe, no primeiro domingo após o Natal, a festa da Sagrada Família.

Ressaltando que este ano essa festa se dá justamente no dia seguinte ao de Natal e que esta prevalece sobre a festa de Santo Estevão, protomártir, o Papa convidou a contemplar a cena da Sagrada Família na Gruta de Belém: "o menino Jesus se mostra no centro do afeto e da ternura de seus pais". Maria e José guardam em seus corações o mistério do nascimento do Filho de Deus:

"E, no entanto, o nascimento de toda criança traz consigo algo desse mistério! E bem sabem disso os pais que a recebem como um dom e que, comumente, assim falam dela. Já aconteceu com todos nós ouvir dizer a um pai e a uma mãe: "Esta criança é um dom, um milagre!"."

"De fato – afirmou o Santo Padre – os seres humanos vivem a procriação não como mero ato reprodutivo, mas percebem a sua riqueza, intuem que toda criatura humana que vem ao mundo é o "sinal" por excelência do Criador e Pai que está nos céus":

"Como então é importante que toda criança, vindo ao mundo, seja acolhida pelo calor de uma família! Não importam as comodidades exteriores: Jesus nasceu numa estrebaria e teve uma manjedoura como primeiro berço, mas o amor de Maria e de José o fez sentir a ternura e a beleza de ser amados. As crianças precisam disso: do amor do pai e da mãe. É isso que lhes dá segurança e que, no crescimento, permite a descoberta do sentido da vida."

O Papa recordou que a Sagrada Família de Nazaré passou muitas provações, como a fuga para o Egito, mas que, confiando na Divina Providência, assegurou a Jesus "uma infância serena e uma sólida educação".

A Sagrada Família – acrescentou – "é certamente singular e irrepetível, mas, ao mesmo tempo, é "modelo de vida" para toda família" que à luz desse exemplo é chamada a enfrentar problemas e preocupações "com profundo amor e recíproca compreensão".

Dito isso, o Santo Padre acrescentou:

"Portanto, confiemos a Nossa Senhora e a São José todas as famílias, afim de que não se desencorajem diante das provações e das dificuldades, mas cultivem sempre o amor conjugal e se dediquem com confiança ao serviço da vida e da educação."

Após a oração do Angelus, o Pontífice recordou com tristeza as violências que continuaram atingindo também nestes dias de festa os cristãos, como "o atentado numa igreja católica nas Filipinas, no momento em que celebravam os ritos do dia de Natal", e "o ataque a igrejas cristãs na Nigéria". Bento XVI ressaltou que "a terra manchou-se mais uma vez de sangue em outras partes do mundo, como no Paquistão":

"Desejo expressar o meu profundo pesar pelas vítimas destas absurdas violências, e repito mais uma vez o apelo a que se abandone o caminho do ódio para se encontrar soluções pacíficas aos conflitos e oferecer segurança e serenidade às caras populações. Neste dia em que celebramos a Sagrada Família, que viveu a dramática experiência de ter que fugir para o Egito por causa da fúria homicida de Herodes, recordamos também todos aqueles – em particular as famílias – que são obrigados a abandonar as suas casas por causa da guerra, da violência e da intolerância. Portanto, convido-os a se unirem a mim na oração para pedir com veemência ao Senhor que toque o coração dos homens e leve esperança, reconciliação e paz."

Após a saudação, em várias línguas, aos diversos grupos de fiéis, peregrinos e turistas presentes na Praça São Pedro, o Pontífice reiterou seus votos de Boas Festas desejando a todos um bom domingo. O Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

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