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A Missão da Igreja: Tornar Presente o Reino da Vida

09/10/2010

Em sete itens diferentes, o Documento de Aparecida destaca a Missão como envio “para anunciar o Evangelho do Reino da Vida” (DA n. 4.3).¹

1. Estrutura trinitária e Mistério Pascal

Este anúncio tem estrutura trinitária. O Reino da Vida é o “Reino da Vida do Pai (DAJesus Cristo (ibid.). “O projeto de Jesus é instaurar o Reino de seu Pai” (DA 361), que pode ser acolhido somente na escuta atenta daquilo que “o Espírito está dizendo às Igrejas” (Ap 2,29) por meio dos sinais dos tempos (...)” (366). Jesus Cristo inaugurou no meio de nós o Reino da Vida com palavras e ações que levaram à sua morte (cf 143). Na morte e ressurreição de Jesus foram confirmadas as suas palavras e ações como verdadeiras. No Mistério Pascal, na Justiça da Ressurreição, o anúncio do Reino da Vida recebe a sua configuração definitiva. “Pelo Mistério Pascal, o Pai sela a nova aliança e gera um novo povo que tem por fundamento seu amor gratuito de Pai que salva” (143). O projeto de Jesus, que “atinge o ser humano por inteiro e desenvolve em plenitude a existência humana” (356), é instaurar o Reino de seu Pai (cf. 361). 143). Este Reino da Vida foi inaugurado no meio de nós por

2. Missão da Igreja

Desde o nosso batismo somos “enviados a anunciar o Evangelho do Reino da Vida” (n. 4.3). É uma Missão abrangente. Tudo o que foi criado faz parte da nossa responsabilidade pela Vida. Somos gratos a Deus, “porque nos chamou para sermos instrumento de seu Reino de Amor e Vida, de Justiça e Paz, pelo qual tantos se sacrificaram. Ele mesmo nos encomendou a obra de suas mãos, para que cuidemos dela e a coloquemos a serviço de todos”. Ele nos fez “colaboradores seus, para que sejamos solidários com sua criação, pela qual somos responsáveis. Bendizemos a Deus que nos deu a natureza criada, que é seu primeiro livro” (24).
“Jesus, o Bom Pastor, quer comunicar-nos a sua vida e colocar-se a serviço da vida” (353). Ele se aproxima do cego, dignifica a samaritana, cura os doentes, alimenta o povo faminto, liberta os endemoninhados. “Em seu Reino da Vida, Jesus inclui a todos” (353): bebe com os pecadores, toca os leprosos, deixa seus pés serem ungidos por uma prostituta, recebe Nicodemos. Convida seus discípulos ao amor pelos inimigos e a optarem pelos mais pobres (cf. 353). Miséria e pecado criam situações desumanas.
Para instaurar o Reino da Vida, Jesus pede aos discípulos: “Proclamem que está chegando o Reino dos Céus! (Mt 10,7). Trata-se do Reino da Vida. (...) O conteúdo fundamental dessa Missão é a oferta da vida plena para todos. Por isto a doutrina, as normas, as orientações éticas e toda a atividade missionária das Igrejas, devem deixar transparecer esta oferta atrativa de vida mais digna (...)” (361).

3. Realidade

“As condições da vida de muitos abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e dor contradizem esse projeto do Pai e desafiam os cristãos a maior compromisso a favor da cultura da vida. O Reino da Vida que Cristo veio trazer é incompatível com essas situações desumanas. Se pretendermos fechar os olhos diante dessas realidades, não seremos defensores da Vida do Reino” (358). Entre o amor a Deus e o amor ao próximo existe uma inseparável relação que “‘convida todos a suprimir as graves desigualdades sociais e as enormes diferenças no acesso aos bens’. Nesta relação se entrelaçam as dimensões de redenção e libertação, as dimensões espirituais e materiais, as de transcendência e imanência, como na própria vida de Jesus. Tanto a preocupação por desenvolver estruturas mais justas como por transmitir os valores sociais do Evangelho situam-se neste contexto de serviço fraterno à vida digna” (358).

4. Conversão

O Reino da Vida exige conversão pessoal e pastoral permanente e a renovação missionária de todas as nossas comunidades (n. 7.2, cf. 366). A conversão “desperta a capacidade de submeter tudo a serviço da instauração do Reino da Vida” (365). “Isto implica uma leitura atenta dos sinais dos tempos em que Deus se manifesta” (366). “A pastoral da Igreja não pode prescindir do contexto histórico” (367). As transformações sociais e culturais representam novos desafios para a Missão da Igreja de construir o Reino de Deus (cf. 367). “A conversão pastoral requer que as comunidades eclesiais sejam comunidades de discípulos missionários ao redor de Jesus Cristo. (...) Daí nasce a atitude de abertura, diálogo e disponibilidade para promover a co-responsabilidade e participação efetiva de todos os fiéis da vida das comunidades cristãs” (368). “Na fidelidade ao Espírito Santo nasce a consciência, a vontade e a força de promover “uma renovação eclesial que implica reformas espirituais, pastorais e também institucionais” (367).

5. Dimensão escatológica

“Nas condições históricas nossas o Reino da Vida está presente por sinais e imagens que apontam para uma plenitude escatológica. Nasce nas lutas históricas, mas é, em sua plenitude, escatológico, lá onde não haverá mais ‘nem morte, nem luto, nem pranto, nem dor, porque tudo o que é antigo terá desaparecido’” (Ap 21,4). Para que a sua plenitude escatológica se possa tornar acreditável, lutamos historicamente por sua realização antecipada, por meio de palavras e ações, que são apenas pobres sinais e vitórias parciais perante o que Deus preparou para aqueles que o amam (143).

¹ Cf. também DA 24, 143, 353, 358, 361, 366.

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