Avisos Paroquiais
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Com Maria na escuta da Palavra

24/09/2010
Rádio Vaticano
 
Por que e para que escutar a Palavra de Deus, de Seu Filho Jesus, semelhante a Maria?

Eu diria: para recuperar, renovar a presença e o exemplo de Maria de Nazaré.

Para refletir e buscar o exemplo daquela que foi feliz porque acreditou; daquela que foi a mais fiel e sincera seguidora de Jesus; daquela que foi a cristã exemplar, Igreja viva e sinal da própria Igreja.

Mãe de Jesus, sim, misteriosamente virgem-mãe, Mãe de Deus, sim, gloriosa Senhora Nossa e hoje, a celebramos com o título Nossa Senhora das Mercês.

Carissimos irmãos e irmãs, Maria foi a mulher que acreditou na Palavra de Deus, que a escutou e a pôs em prática; a primeira a seguir o que Seu Filho ensinava e por isso foi proclamada por Ele, chamando-a de mulher feliz, bem-aventurada(Lc. 11,27-28). Mulher bem-aventurada porque guardou com mais cuidado a verdade em seu espírito que a carne em seu seio. Verdade que é Cristo, Carne que é Cristo: verdade na mente e carne em seu ventre. Por isso, santo Agostinho afirmou: “mais vale o que se leva na mente do que o que se leva no ventre”.

Por isso, hoje, cultuando a bem-aventurada Virgem Maria, glorificamos a Deus, em primeiro lugar e renovamos o nosso compromisso de batizados a viver, o nosso dia-a-dia, conforme a sua vontade, induzidos a considerar a grave resposta do Divino Mestre: “Flizes, antes, os que ouvem a Palavra de Deus e a observam, a poêm em prática”(Lc 11,28).

Caríssimos irmãos, se esta resposta é um vivo elogio à Virgem Maria, como interpretaram alguns Padres e como o confirmou o Concílio Vaticano II, soa também para nós como uma exortação a vivermos segundo os mandamentos de Deus e é como um eco de outras advertências de Jesus; “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que prática a vontade de meu Pai que está nos céus”(Mt. 7,11) e “vós sois meus amigos, se praticais o que Eu vos mando”(Jo 15,14).

Contudo, irmãos e irmãs, não podemos parar em Maria. Ela leva a Jesus e Jesus nos leva ao Pai. A Jesus por Maria. Por isso, ela mesma nos assinalou no Evangelho: “Fazei tudo o que Ele vos disser”(Jo 2, 1-5).

Assim, se praticarmos a Palavra de Deus não apenas imitamos a Maria, Sua Mãe, mas teremos um verdadeiro e autêntico parentesco com Jesus. “Aquele que fizer a vontade de meu Pai, que me enviou, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”(Mc. 3,31-35; Lc. 8,19-21; Mt 12,46-50).

Para Cristo, Maria foi mais importante ter sido sua discípula do que ter sido sua mãe. Por quê? Qual a razão? Em Maria, o mais importante não é algo somente admirável (ser Mãe de Deus, ser virgem, ser a imaculada) mas ser algo que pode ser imitado: ter escutado a Palavra de Deus e tê-la posto em prática. Essa atitude foi mais importante em Maria porque é algo igualmente acessível a todos e pode ser imitado.

Supliquemos a Maria, a Senhora das Mercês; a Mãe de Jesus. Mãe de Deus e nossa, a fiel discípula de seu próprio Filho, ajude-nos a “fazer o que Ele nos disse”. Ajude-nos a imitar sua atitude como discípula para sermos autênticos e felizes discípulos Missionários: “escutando a Palavra e a colocando em prática; que esta Palavra seja nossa companheira na estrada e na vida e que a respondamos em dialogo e oração e saibamos fazer o que Jesus disse e fez”.

Ó Deus, a quem glorificamos, educai nossos olhos e fortalecei a nossa vontade para que coloquemos o nosso coração na verdadeira bem-aventurança tal como nos disse Jesus, Nosso Filho, sabendo “acolher e guardar a Sua Palavra”(Lc. 19,21).
 
Dom Eurico dos Santos Veloso 

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