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A Bíblia tem um "sol" que a ilumina de ponta a ponta: é Jesus!

15/09/2010

Blog de Dom Hilário | domhilario.blogspot.com

Tudo na Bíblia aponta para Jesus, o Filho de Deus feito Homem.

O Antigo Testamento anuncia Jesus que virá; o Novo Testamento fala de Jesus, Aquele que veio.

Jesus é o “sol” da Bíblia: com sua luz, ilumina o Antigo e o Novo Testamento, dá sentido a tudo que foi predito, a tudo que foi dito, a tudo que aconteceu.

Não ler a Bíblia à luz deste “sol” é não compreendê-la.

Do primeiro livro da Bíblia – o Gênesis – ao último livro – o Apocalipse – tudo conduz ao Cristo Jesus.

Como é diferente ler a Bíblia desse modo!

Há quem faça dela uma “caixinha de respostas prontas” para as necessidades individuais, tanto de ordem espiritual quanto de ordem material.

Não! A Bíblia não é isso, a Bíblia não é para isso.

A Bíblia é o GRANDE LIVRO DE JESUS.

Jesus é “o alfa e o ômega, o princípio e o fim” de tudo o que existe e de tudo o que Deus fez e faz por nós; também “o princípio e o fim” da Bíblia sagrada.

Leia o início da carta de são Paulo aos Efésios (1,3-14) para compreender qual é o plano do Pai ao nosso respeito.

Ali você verá como, desde toda a eternidade, tudo converge para Cristo, e é em função disso que toda a Bíblia fala.

Leia também estas palavras referidas a Cristo na carta de são Paulo aos Colossenses (1,15-17): “Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação. Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis... tudo foi criado por ele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem nele. Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas”.

Compreenda: o universo foi feito para Jesus; Ele é seu centro, tudo dimana dele, tudo converge para Ele.

Finalmente, o início da carta as Hebreus (1,2-4) refere-se ao Filho de Deus, dizendo que o Pai o “constituiu herdeiro universal”; foi por meio dele “que criou todas as coisas”; é Ele que “sustenta o universo com o poder da sua palavra”; e agora, “depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus, tão superior aos anjos quanto excede o deles o nome que herdou”.

Este foi e é, desde toda a eternidade, como afirmei acima, o plano do Pai: “reunir em Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra” (Efésios 1,10).

Portanto, toda a história do universo – seja lá o que for – queiram ou não queiram os que rejeitam a Deus e seu Cristo, está, de um modo ou de outro, vinculada a Jesus, centro de tudo e de todos.

Nada escorrega de suas mãos; de tudo o que acontece, Ele sabe tirar o bem, como veremos com nossos olhos no último dia da História.

Ora, essa História não só vai acontecendo ao longo dos séculos e milênios, como também ela é transmitida de geração em geração, de muitas maneiras: oralmente, sob forma de relatos tradicionais; arqueologicamente, sob forma de monumentos; por escrito, sob forma de papiros, manuscritos e livros; artisticamente, sob forma de pinturas, esculturas, etc.

Sendo que tudo converge para Cristo, toda a História é também História de Salvação; todavia, costuma-se designar com esse nome, de modo especial, aquelas fases da História em que Deus interveio de forma específica para encaminhar os acontecimentos de tal maneira que desembocassem na vinda de seu Filho ao mundo.

Neste sentido a Bíblia ocupa lugar primordial: é ela que nos relata a História da Salvação, desde a criação do mundo até o advento de Jesus e sua ação salvadora.

Não se trata de um relato posto por escrito por um único autor.

Sem dúvida, o Autor da Bíblia é Deus, que a inspirou; mas os redatores são muitos; inclusive, eles se serviram de relatos já existentes, passados de geração em geração; outras vezes, apoiaram-se em documentos históricos; recolheram também reflexões sapienciais; colecionaram discursos e escritos dos profetas; puseram por escrito fatos que eles mesmos presenciaram ou que ouviram de testemunhas; consignaram reflexões que fizeram sobre os acontecimentos da Salvação, tanto no Antigo quanto o Novo Testamento, etc, etc...

O fato é que a Bíblia, de ponta a ponta, é costurada por um fio de ouro, que é a esperança e a preparação da vinda do Filho de Deus ao mundo: tudo se refere ao Filho, tudo leva a Ele, tudo dimana dele; por isso é que dissemos que Jesus é o “sol” da Bíblia.

Não há dúvida que a Bíblia contém imensa quantidade de elementos, diversos entre si, de tal modo que é uma autêntica “biblioteca” que pode ser consultada para muitas e variadas necessidades.

Todavia, é preciso ter presente que ler a Bíblia fora da luz de Cristo que a ilumina do começo ao fim é como perder-se numa floresta de árvores magníficas, mas sem encontrar o caminho.

Na Bíblia, procure o Caminho, Jesus, e você o encontrará e não se perderá.

São Jerônimo escreveu que “ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo”, exatamente porque elas são, por assim, dizer, a “História de Jesus”, o Filho de Deus prometido e vindo ao mundo, Aquele que, aos poucos, vai realizando o Plano do Pai e conduzindo o mundo e a história a seu final glorioso, para sempre.

Jesus é o “sol” da Bíblia: leia-a iluminado pela Luz que é Jesus.

Dom Hilário Moser, sdb.
Religioso Salesiano. Bispo Emérito da Diocese de Tubarão - SC

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