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Vida do bispo é oblação contínua a Deus, diz Bento XVI

12/09/2010
Rádio Vaticano
 
"O episcopado é um serviço de amor", foi o que ressaltou o Papa Bento XVI no discurso do último sábado, 11, em Castel Gandolfo, aos bispos nomeados nos últimos dois anos, que participaram do Curso promovido pela Congregação para a Evangelização dos Povos.

O Santo Padre exortou os prelados a não considerarem seu ministério segundo categorias mundanas. A saudação ao Papa foi feita pelo Prefeito do referido organismo vaticano, Cardeal Ivan Dias.

"A vida do bispo deve ser uma oblação contínua a Deus pela salvação de sua Igreja" e "das almas que lhe foram confiadas", afirmou Bento XVI.

O Papa assegurou que a "Igreja deposita muitas esperanças" nos novos bispos e dirigiu um pensamento particular àqueles, entre eles, que "vivem a sua fé em contextos difíceis", onde, por vezes, se verificam "formas de perseguição". O Papa se deteve sobre a doação pessoal a Deus e aos fiéis, "verdadeira dignidade do Bispo", e chamou a atenção no sentido de se evitar equívocos em relação ao ministério episcopal:

"De fato, o episcopado – como o presbiterato – jamais deve ser entendido segundo categorias mundanas. Ele é serviço de amor. O bispo é chamado a servir a Igreja com o estilo do Deus feito homem, tornando-se sempre mais plenamente servo do Senhor e servo da humanidade."

O Santo Padre evidenciou assim o "dever primário do anúncio, acompanhado da celebração dos Sacramentos", e que deve ser sempre reforçado pelo testemunho de vida:

"Aqueles que são chamados ao ministério da pregação devem crer na força de Deus que brota dos Sacramentos e que os acompanha na tarefa de santificar, governar e anunciar; devem crer e viver aquilo que anunciam e celebram."

Mas onde o bispo pode encontrar a força para conduzir o seu rebanho, para proclamar a Boa Nova?

"Para imitar Cristo é necessário dedicar um tempo adequado para "estar com Ele" e contemplá-lo na intimidade orante do colóquio de coração para coração. Colocar-se constantemente na presença de Deus, ser homem de oração e de adoração: em primeiro lugar, o Pastor é chamado a isso."

Sei que as Comunidades aos senhores confiadas se encontram "nas fronteiras" religiosas, antropológicas e sociais e, em muitos casos, são presença minoritária – disse ainda o Santo Padre. Nesses contextos – reconheceu – "a missão de um bispo é particularmente árdua". Em seguida, Bento XVI fez uma exortação.

Mas "é justamente em tais circunstâncias que, mediante o seu ministério, o Evangelho pode mostrar toda a sua potência salvífica":

"Os senhores não devem ceder ao pessimismo e ao desencorajamento, porque é o Espírito Santo que conduz a Igreja e lhe dá, com o seu sopro possante, a coragem de perseverar e também de buscar novos métodos de evangelização, para alcançar âmbitos até então inexplorados. A verdade cristã é atraente e persuasiva justamente porque responde à necessidade profunda da existência humana, anunciando de modo convincente que Cristo é o único Salvador do homem todo e de todos os homens."

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