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Encontro Diocesano da Pastoral do Dízimo

06/09/2011
No dia 28 de agosto tivemos o ENCONTRO DIOCESANO DA PASTORAL DO DÍZIMO, cujo tema foi o “Protagonismo do Leigo”, proferiu a palestra o Professor Gabriel Frade, natural de Itaquaquecetuba (São Paulo).
 
É leigo, casado, pai de três filhos, estudou filosofia e teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma) e na Faculdade de Teologia de Lugano (Suíça). Em 2006 obteve o título de mestre em liturgia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (São Paulo). É autor do livro “Arquitetura Sagrada no Brasil” (Ed. Loyola) e atualmente ensina liturgia no Instituto Filosófico e Teológico Santa Teresinha de São José dos Campos (São Paulo). Abaixo algumas considerações do Prof. Gabriel.

  • “A identidade do cristão leigo nos dias de hoje carrega todo um problema de dificuldade de definição”. Por um lado, existe a tendência do simples fiel ser reconhecido, dentro da comunidade eclesial, pelo negativo, ou seja, por aquilo que não é (não é sacerdote ou ministro ordenado, não é religioso, não tem uma vocação especial). Ao lado disso está à tendência a considerar o cristão leigo como um cidadão “menor” dentro da comunidade eclesial: alguém que sabe menos, que é chamado simplesmente a ouvir e aprender o que outros lhe ensinam, que não toma iniciativas nem decisões... (Maria Clara Luccheti Bingemer)
  • O Papa Gregório XVI (1831-1846) em um de seus pronunciamentos declarou: “Ninguém pode ignorar que a Igreja é uma sociedade desigual na qual Deus reservou a alguns a missão de mandar e, a outros, de obedecer, estes últimos são os leigos, os demais são os eclesiásticos”. Declaração completamente divergente dos dias de hoje.
  • Nos últimos quarenta anos, no entanto, sobretudo após o Concílio Vaticano II, acontecido no começo dos anos 60, assiste-se à emergência do cristão leigo como protagonista na comunidade eclesial, assumindo serviços e ministérios antes somente exercidos por sacerdotes e religiosos. 
  • Na verdade, o cristão leigo é simplesmente um batizado um membro do povo de Deus. E pelo fato do Batismo ser anterior a todos os outros sacramentos, fornecendo base e condição de existência à vida cristã, o leigo vai encontrar nele o caminho para pensar e viver sua vocação e sua identidade. “Dizer quem é o cristão leigo hoje, portanto, exige recuperar a concepção do Batismo no Novo Testamento com toda a sua força e radicalidade”.
  • A V Conferência em Aparecida, evidenciou – em linha com o Concílio Vaticano II - que o futuro da Igreja passa obrigatoriamente pelo viés dos leigos.  Louvamos a Deus pelos homens e mulheres da América Latina e do Caribe que, movidos por sua fé, tem trabalhado incansavelmente na defesa da dignidade da pessoa humana, especialmente dos pobres e marginalizados. Em seu testemunho, levado até a entrega total, resplandece a dignidade do ser humano.

Para que sejamos protagonistas nós leigos temos que saber distinguir a hierarquia da Igreja e para cumprir a missão que Jesus nos confiou, precisamos de uma formação constante e permanente.

José Henrique
Coordenador Paroquial da Pastoral do Dízimo

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