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Dioceses de SP se preparam para acolher a Cruz da JMJ

01/09/2011
CNBB 
 
Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (31), a presidência do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende as dioceses do Estado de São Paulo, falou sobre a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada em Madri, Espanha, entre os dias 16 e 21 de agosto, e sobre a preparação da próxima JMJ, em 2013, no Rio de Janeiro, evento que já começa com a  acolhida da cruz e do ícone de Nossa Senhora, no dia 18 de setembro, em São Paulo.

O presidente do Sul 1, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, o vice-presidente, dom Moacir Silva, bispo de São José dos Campos, e o secretário geral, dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo, falaram aos jornalistas sobre a organização da peregrinação dos símbolos da JMJ que percorrerão todas as dioceses do Estado de São Paulo, seguindo para todo o país até chegar à capital fluminense, em julho de 2013.

Dom Odilo afirmou que o anúncio da sede da próxima JMJ trouxe muita alegria á Igreja no Brasil e também trouxe a missão de preparar a Jornada Mundial da Juventude de 2013.

Para marcar a acolhida da cruz e do ícone no Brasil, está sendo organizado um grande evento de evangelização intitulado “Bote Fé”, que acontece das 9h às 21h, no Parque de Materiais da Aeronáutica (PAMA), próximo ao Campo de Marte, com shows, reflexões sobre a jornada e testemunhos de peregrinos que foram à Madri.

Saiba mais sobre o "Bote Fé"

O cardeal Scherer lembrou que a cruz da JMJ foi entregue pelo papa João Paulo 2º, idealizador da Jornada Mundial da Juventude. “A cruz é sempre um indicativo de Jesus Cristo para convocar os jovens a se encontrarem com Cristo”, explicou. Da mesma forma o ícone de Nossa Senhora indica a presença materna da Mãe de Jesus junto aos seguidores de Cristo. “Onde está Jesus, está a sua mãe. Onde Está a Igreja, que é a comunidade dos discípulos, ali está a mãe do Senhor, a mãe dos discípulos”.

Por isso, explicou dom Odilo, ao serem acolhidos nas dioceses, os dois símbolos ajudarão o povo dessas localidades a tomar consciência da jornada que está sendo preparada.

O presidente do Sul 1 também explicou que pelo fato de o Brasil ser um país muito grande, a cruz e o ícone chegarão já neste ano, quando o costume é que esses símbolos comecem a peregrinar pelo país sede da JMJ a partir do domingo de Ramos do ano que antecede o evento. “Para percorrer as 275 dioceses do Brasil é preciso muito tempo”, explicou.

Dom Tarcísio explicou que as 41 dioceses que compõem o Regional Sul 1 da CNBB estão se organizando para acolher a cruz e o ícone. Ele informou, ainda que em cada uma dos sub-regionais acontecerão eventos comuns, também intitulados de “Bote Fé”. Cada diocese irá elaborar um itinerário interno para que os símbolos peregrinos da JMJ se façam presentes nas diversas realidades de cada local, como escolas, cárceres, etc. “Para nós cristãos, [a peregrinação da cruz] significa celebrar também que a redenção de Jesus Cristo continua acontecendo nos locais de sofrimentos de nossas cidades”.

Depois de percorrerem o Estado de São Paulo, a cruz e o ícone seguem para Minas Gerais em seguida para os demais estados. Também está prevista a peregrinação dos símbolos pelas capitais dos países do Cone Sul – Buenos Aires (Argentina), Assunção (Paraguai), Santiago (Chile), Montevidéu (Uruguai). Em breve a CNBB divulgará o itinerário oficial da cruz, bem como as demais edições do “Bote Fé” previstas para acontecer nos 17 regionais da conferência.

Os bispos reafirmaram que a realização das atividades da JMJ, a começar pela peregrinação da cruz e do ícone, é uma oportunidade para reafirmar a preocupação da Igreja com a evangelização da juventude e no protagonismo dos jovens na sociedade.

A JMJ marca profundamente a vida dos jovens

Dom Odilo, que esteve JMJ de Madri, falou sobre a grande participação dos jovens vindos de todos os continentes. Para o cardeal, a jornada mostrou o interesse que a juventude tem por aquilo que a Igreja propõe a eles.

O arcebispo também chamou a atenção para as catequeses realizadas nas diferentes paróquias de Madri, das quais ele participou de três. “foram momentos muito bonitos com grande participação dos jovens”, disse.

Dom Tarcísio teve a oportunidade de também participar, em Granada, de uma das pré-jornadas realizadas nas várias dioceses da Espanha. Nesta diocese aconteceu um grande encontro de universitários, no qual os jovens estudantes partilharam suas preocupações pastorais e os desafios para testemunhar a fé no ambiente acadêmico.

“Os interesses com relação à participação na JMJ eram muito amplos. Desde jovens que têm um conhecimento profundo da vida e da experiência de Igreja e até jovens que ainda estão buscando respostas para a sua vida”, afirmou dom Tarcísio.

O bispo ainda destacou que a JMJ é um encontro que marca profundamente a vida do jovem que participa. “participar de uma Jornada Mundial da Juventude é uma experiência que, pelos relatos que ouvimos, realmente marca profundamente a vida dos jovens”, disse.

Também de acordo com dom Tarcísio, a Jornada Mundial da Juventude é uma atividade muito importante para a Igreja.  “Porque a Igreja afirma uma opção pelos jovens, afirma seu interesse pela juventude”, ressaltou, afirmando, ainda, que a JMJ também ajuda a mostrar para a sociedade o que os jovens estão buscando, ao verem pelas ruas de Madri, “jovens alegres, entusiasmados, ordeiros e pacíficos”.

Dom Odilo completou, recordando que no grupo de peregrinos de Israel, por exemplo, havia jovens cristãos, muçulmanos e judeus. “Este rosto jovem da juventude também representava a imagem de uma humanidade que pode viver em paz, que quer viver em paz, que quer cultivar valores comuns. Ali se mostrou o rosto bonito da globalização, daquilo que pode ser a humanidade, a grande família humana”, afirmou.

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