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Música Católica para todos os gostos

10/03/2011

Aridiane de Andrade
Redação | Jornal Expressão

Rock, pop, samba, reagge, eletrônica, pagode, rhythm & blues. Não importa o estilo, o importante é evangelizar. Assim é a música católica, um cenário repleto de músicos, cantores e suas bandas de qualidade que falam de Deus, mas estão longe ser “música sacra”. Mas o que toca e faz sucesso no rádio nem sempre pode ser cantado na missa, nos esclarece Padre José Carlos Sala, da CNBB, na entrevista concedida ao Jornal Expressão. “Música é uma arte, que tem especial força para atingir os corações”, pondera Padre Sala. Assim, para a alegria de todos os gostos musicais, florescem muitos grupos que animam retiros, encontros, fazem shows e evangelizam com seu talento.

História de sucesso – Um grupo muito conhecido em nossa região, assim como em todo Brasil, é a Banda Vida Reluz, nascida no ano de 1985, na diocese de São José dos Campos, em meio a Sociedade de São Vicente de Paulo. Um grupo de jovens, unidos para trabalhar com a juventude em encontros, vigílias mensais e festivais vocacionais que sentiu o chamado para uma missão evangelizadora por meio da música e de shows de evangelização em todo o Brasil.

Atualmente, a banda é composta por oito integrantes, os vocalistas Cidinha Moraes, Rosana de Padua, Luiz Felipe e Felipe Souza e os Instrumentistas Maurício Carvalho e Cristiano Araújo, nos Teclados, Alexandre Saes, nos Violões e Paulinho Oliveira, no Sax. “É uma bênção levar a palavra de Deus a milhares de pessoas. Nosso Brasil é encantador em suas diferenças e igualdades, cada um com sua cultura própria, mas sempre muito abertos àquilo que Deus quer fazer em suas vidas através dos shows de evangelização. Sempre nos acolhem com o carinho próprio de cada um deles. O mais recompensador é saber que Deus usa de nossas misérias e fraquezas pra fazer a obra que é Dele. E reconhecendo nossa pequenez, conseguimos ver os frutos que a graça de Deus realiza na vida dos povos de cada lugar onde passamos”, ressaltou Cidinha Moraes, integrante da Banda.

Começando a caminhada – Muitos grupos e bandas em diversas paróquias de nossa diocese vêm desenvolvendo belos trabalhos e alguns já têm até o primeiro CD lançado.

CRUX SACRA
Estilo musical: pop rock / rock
Fundada em 2006
CD gravado: “Além da Luz” – Gravadora
Oversonic Music (2009)
Integrantes: Douglas Martins (vocalista), Márcio de Jesus (guitarra/back vocal), Edmilson
Monteiro (guitarra), Anderson Santos (contra-baixo/back vocal) e Felipe Fernandes
(bateria).
Contato: felipejks@hotmail.com

Coral Filhos de Maria Imaculada
Estilo musical: infanto-juvenil
Fundado em 2002
CD gravado: “A missa, o grande encontro”
Integrantes: Crianças e adolescentes da Paróquia Imaculada Conceição, regido por Cristiane Celly Teixeira de Almeida, Cleusa (apoio), Fabio Lúcio (teclado), com participação especial do Padre Pedro Graciano Junior.
Contato: criscelly@ig.com.br

VXM
Estilo musical: pop rock / rock
Fundada em 2002
CD gravado: “VXM Momentos” – Gravadora
Oversonic Music (2010)
Integrantes: Fernando Caio (vocalista), Leandro Jow (baixista), Wil esquerda (baterista),Bruno dos Santos (guitarrista).
Contato: bandavxm@bol.com.br / bandavxm.blogspot.com

MIRELLA
Estilo musical: rhythm & blues (black, soul, jazz, blues)
Início em 2009
CD gravado: “Santidade: Decisão de Coragem” – com lançamento previsto para junho de 2011.
Contato: contato@mirelacosta.com.br / mirellaccosta@hotmail.com

DJ ATOS 29
Estilo musical: Produção de música eletrônica Cristã
Fundada em 29 de abril de 2004
CDs gravados: DJs Atos 29 na Pista e Avivamix Electro Experience. O terceiro CD DJs Atos 29, 7 anos na Pista tem lançamento previsto para novembro de 2011.
Equipe de trabalho: Aléx Oliveira - vídeo maker; Emília Bonato, tesoureira; Ana Lúcia Bonato, Dee Jay de apenas 15 anos; Marco Sapola – DJ, Produtor e vice-coordenador; Luciana Diniz -
fotos e divulgação; e, Rogério Diniz – DJ, Produtor e coordenador da equipe.
Contato: djatos29@hotmail.com

Diocese de SJCEntrevista

Em entrevista especial ao Jornal Expressão, Padre José Carlos Sala, assessor da CNBB para a música litúrgica, esclareceu alguns pontos importantes sobre a música.

Jornal Expressão - Quando a música católica começou a tomar proporções como a conhecemos atualmente?

Padre Sala - Em toda a história da Igreja a música sempre foi elemento intrínseco à sua caminhada de evangelização. Grandes pregadores sempre recorreram à musica para falar de Deus. Contudo, a partir da segunda metade do século passado houve uma crescente divulgação através dos meios de comunicação de músicas com conteúdo religioso.

JE - Quem foram os pioneiros nesse ramo?

Padre Sala - Destaco o surgimento das bandas católicas que, exercendo o ministério litúrgico-musical em suas comunidades, ganharam popularidade e passaram a gravar e divulgar suas produções.

JE - Em sua opinião, uma música pode converter uma pessoa?

Padre Sala - Todas as artes, mas, especialmente a música, tem especial força de atingir os corações, descortinando mundos e revelando verdades que seriam inacessíveis por outras formas de linguagem. Portanto, a música pode levar uma pessoa a mudar de atitudes e retomar o caminho. Quando a melodia está unida às verdades divinas, o homem, em contato com essa música, tem a possibilidade de beber da fonte que é Deus, tem a possibilidade de converter mente e coração.

JE - Qual a diferença entre música católica e música litúrgica?

Padre Sala - É preciso ter clareza na definição dos seguintes termos: Música sacra, Música religiosa e Música litúrgica. Música sacra é a grande música erudita com conteúdos bíblicos e litúrgicos. Todos os grandes compositores dedicaram boa parte de suas produções para obras sacras. Música religiosa é a música produzida pelas mais diversas religiões com conteúdo e mensagem cristã. Música litúrgica está ligada a um rito, nasce a partir de um rito que tem conteúdo e gestos próprios. Portanto, música litúrgica é música ritual. Muitos agentes de música litúrgica, desconhecendo as características da música ritual, cantam nas celebrações qualquer música, simplesmente pelo fato de “estar na moda”.

JE - Qual a sua opinião sobre músicas não litúrgicas cantadas em celebrações?

Padre Sala - A necessidade é urgente: Formação litúrgica para os agentes de música. É de fundamental importância compreender que a música, na liturgia, não é mero acessório para embelezar, nem mero diversivo para quebrar a monotonia do rito. Ela é, sim, parte integrante e significativa da ação ritual. Na música ritual, a letra tem a primazia. A descoberta da beleza de um canto litúrgico passa necessariamente pela análise cuidadosa do conteúdo do texto e da poesia. A beleza estética não é o único critério. Muitas músicas cantadas em nossas liturgias estão distanciadas do contexto celebrativo. “Verdadeiramente, em liturgia, não podemos dizer que tanto vale um cântico como outro; é necessário evitar a improvisação genérica e o canto deve integrar- se na forma própria da celebração” (SCa 42). Não é possível cantar qualquer canto em qualquer momento ou em qualquer tempo. O canto “precisa estar intimamente vinculado ao rito, ou seja, ao momento celebrativo e ao tempo litúrgico” (DGAE 76). Antes de escolher um canto litúrgico é preciso aprofundar o sentido dos textos bíblicos, do tempo litúrgico, da festa celebrada e do momento ritual. Portanto, músicas distanciadas do momento ritual ferem a dignidade de uma celebração eucarística.

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