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Texto-base da Campanha da Fraternidade é lançado na Diocese

21/02/2011

Aridiane de Andrade | Redação - Jornal Expressão

O texto-base da Campanha da Fraternidade 2011, que tem como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” e lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22) foi lançado na Diocese de São José dos Campos no dia 21 de fevereiro, às 19h30, no Instituto Santa Teresinha.

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Fotos do lançamento do Texto-Base

O evento foi aberto por Dom Moacir Silva, que conduziu a leitura da Oração da Campanha da Fraternidade. “A CF é um elemento que nos ajuda a viver melhor a quaresma, focando um determinado assunto, a qual este ano, traz como destaque o meio ambiente. Mudar as atitudes é fundamental para que se tenha uma vida melhor”, afirmou Dom Moacir.

Aproximadamente 300 pessoas assistiram à palestra sobre o tema com o ambientalista Beto Francine, de São Sebastião (SP), técnico em Turismo e Meio Ambiente e em Educação Ambiental em Ambientes Costeiros e presidente da ONG-Instituto Gondwana.

Pensamento sustentável

Segundo o ambientalista “pode-se dizer que o aquecimento no planeta começou com a descoberta do petróleo. Quando descoberto, não se imaginava que o seu uso pudesse resultar no que temos hoje, que apenas serve para manter o conforto da sociedade. Pensava-se em 2007 que as atividades do homem não interferiam no aquecimento da Terra, porém o que se vê atualmente é o contrário e as mudanças climáticas são decorrentes dessa ação e não por questões naturais como antigamente. Nos próximos dez anos o nível do mar subirá significativamente e parte desse aumento 40% se dará por degelo das “geleiras eternas” e 60% devido ao aquecimento da água do mar.”

Em sua explanação Beto ainda ressaltou a importância de se pensar em uma sociedade que seja sustentável, ou seja, que tenha atitudes ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente aceitas.

Ecologicamente correto

É preciso se pensar em fontes de energia sustentáveis (solar, eólica, geotérmica, oceânica, hidrelétricas etc), pois 90% da energia utilizada atualmente vêm de matrizes energéticas não renováveis, como o petróleo. Decidindo por uma matriz energética adequada é possível se achar alternativas para resolver o problema. Uma outra questão a se pensar é no desenvolvimento da sociedade. Um dos grandes vilões do desflorestamento é a questão econômica. Desmata-se para criar gado, plantar soja, entre outros. “Quais são as alternativas para esse problema? Comer menos carne, plantar uma horta no jardim, ou até mesmo na varanda do apartamento, comprar móveis que sejam feitos com madeiras de reflorestamento são algumas soluções a serem pensadas”.

Economicamente viável e socialmente justo

Crescer é importante para a economia, mas é preciso desenvolver. Qual é o custo desse desenvolvimento? O ideal é que todos cresçam da mesma maneira, com igualdade social, sem buscar o lucro a qualquer custo, um capitalismo desenfreado. É preciso rever o padrão de consumo, pois da onde se tirará tanta matéria prima para alcançar esse consumismo? O que é viver? É ter ou ser? Ter bens materiais ou viver bem com os outros e manter a vida do planeta? Pensem nisso.

Culturalmente aceito

Resgatar a diversidade cultural é importante para não se viver o que o capitalismo nos impõe. É preciso valorizar o lanche do zé da esquina, os alimentos plantados em casa como no tempo dos nossos pais e avos, entre outras alternativas simples. Pense no que é a vida e o que queremos para ela.

Beto Francine alertou que “as mudanças climáticas vão acontecer e temos que pensar em como minimizar os efeitos, por meio de políticas públicas e gestão de riscos” e finalizou dizendo que “precisamos ser éticos em nosso modo de ser e em caráter comportamental, entendendo que devemos fazer as coisas pensando no futuro, em nossas gerações futuras. As mudanças de atitudes não podem ser apenas um modismo.”

A abertura oficial da Campanha da Fraternidade acontece no dia 9 de março, Quarta-feira de Cinzas, em missas celebradas em cada uma das paróquias da Diocese. A CF se estende por quarenta dias e termina no Domingo de Ramos, com a Coleta da Solidariedade.

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